A Navalha de Ockham e… a ITIL

OK, vamos lá.

“A Navalha de Ockham” é um princípio filosófico e metodológico que diz: entre múltiplas explicações possíveis para um evento, a mais simples é — em geral — a correta.

Zipando: não multiplique suposições desnecessárias.

Nosso destino dedutivo

Quem bolou o princípio foi o frade Guilherme de Ockham na finaleira da Idade Média quando mais ninguém aceitava — tá, os religiosos sim —que Deus (o cristão, claro) tinha a verdade absoluta.

Mudanças (surgimento da burguesia devido às cruzadas, mercantilismo, o absolutismo dos reis e vários outros aspectos) levaram intelectuais a refletir que alguns fenômenos podiam ser explicados pela lógica e a razão (marés, geografia etc.).

Se fosse antes disso, duvido que um frade sobreviveria sem ir para fogueira.

Uma coisa é certa!

Ainda precisamos organizar os processos para que o atendimento de TI funcione.

Esperar que a IA (ao menos a generativa) faça tudo é ingenuidade.

A cada dia ganhamos mais experiência com essa ferramenta e percebemos que é preciso especificar bem o resultado desejado. E validá-lo ao final. Afinal, é um algoritmo (mas usa o Princípio de Ockham!).

Programadores e sujeitos pacientes/ponderados têm certa vantagem no trato da ferramenta.

Programadores por que sempre — ao menos os antigos — fizeram os diagramas de Chapin (há nomes mais elegantes como Diagrama de Nassi-Shneiderman) para imaginar o fluxo a ser controlado pelo programa.  Antes mesmo de codificá-lo.

Eis um exemplo:

Pacientes por que, em vez de jogarem uma orientação simplória à IA, detêm-se em oferecer contexto, formação da saída, exemplo, linguajar adequado (“classificar pela coluna” ou “ordenar pela coluna”) e etc.

Ah, lembrei mais um grupo:

Os que detêm um vocabulário mais rico e, com isso, mais competência para explicar à IA o desejado.

Prossiga Cohen, estou acompanhando seu raciocínio

O princípio estabelece que “entidades não devem ser multiplicadas além do necessário”.

Por que estudar 42 práticas quando podemos adotar 14 processos para organizar — de forma preliminar ou permanente — uma área de TI ou de suporte técnico?

14 processos ajudam você a alcançar uma base sólida muito mais rápido do que 42 práticas.

É óbvio, estou me referindo a escolher FitSM vs. ITIL para seu centro de suporte ou TI.

Já escrevi em diversos artigos anteriores que a ITIL não é mais “adote e adapte”. Pelo conceito holístico, ela arrasta  como um novelo de lã, mais e mais práticas para o sucesso do ambiente (na ótica dela).

Cohen, mas você não apoiava a ITIL até tempos atrás? Sim, é verdade.

Mas veja bem…

Mas o mundo mudou. Acabou a Idade Média onde a ITIL reinava absoluta.

A ITIL se tornou cada vez mais complexa.

E temos uma solução simples, elegante e prática — FitSM — para ajeitar a casa no tocante à área do atendimento.

A questão é: quanto tempo você vai levar para entender isso?

E mais: do FitSM para a ITIL, CobIT, ISO e primos é uma passagem tranquila.

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Ajeite seu atendimento.

E esteja pronto, mais tarde, para migrar para frameworks mais poderosos.

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Abrazon

EL CO

PS: Mesmo que você não participe do meu curso, pesquise a respeito dessa Navalha.

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