Minha IA tirando sarro de mim

Pergunto ao Gemini sobre um artigo de Nietzsche chamado “Sobre a Verdade e a Mentira em um Sentido Não-Moral”.

Ele responde: “tem na Coleção Os Pensadores, volume sobre o autor“. A pegadinha: eu tenho a coleção. Não tem isso no volume de Nietzsche.

O Gemini pede desculpas. Aponta outro volume. Eu digo: “Esse outro volume não existe“.

E ficamos nesse nhém-nhém-nhém até me irritar:

Nem meu cérebro de engenheiro me salva

Poderia escrever orientações tipo: “confirme apontando a URL que atesta a sua informação“. Mas seria quase como dizer:

Não minta, nem invente” ao final de uma orientação.

E me dou conta da situação estapafúrdia…

Estamos tão acostumados com uso de IA que passamos a antropomorfizar ela!

Esse diálogo cotidiano de “Faça isso, faça aquilo…” apaga do nosso cérebro que há um algoritmo — bem construído — para nos dar exatamente essa noção.

Tem uns que tratam cachorro como filho, outros gata como deusa e ainda terceiros que conversam com a IA como um assistente (dos sem-vergonha).

E ainda tiramos sarro dos índios que veem animais e plantas com espírito. Ou de religiões antigas que impregnam objetos e estátuas de alma.

Deuses americanos

Isso me remete sempre ao livro Deuses Americanos do Neil Gaiman.

Trocamos deuses por outros deuses. Mas temos sempre deuses.

Tem coisas que o dinheiro não compra. Para todas as outras, existe Mastercard“.

Opa, PIX, PIX!!!

E a gente vai aprendendo como (ou se deixando) usar a IA. E com esse sincericídio.

OK, hoje é sexta-feira. Dia Internacional da…

Abrazon a todos,

EL CO

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *