Prefeitura economiza com suporte e da pior maneira

Prefeitura de Campo Grande acaba com suporte de tecnologia nas escolas e estagiários farão o serviço

correio do estado - campo grandeSaiu no Jornal Correio do Estado:

Prefeitura acaba com suporte de tecnologia nas escolas e estagiários farão o serviço

Não estou a par de todos os detalhes, mas supondo que a notí­cia seja fidedigna como expressa no periódico…

Secretário de Educação do municí­pio referido mandou de volta para as salas de aula os 200 coordenadores de suporte pedagógico que trabalhavam nas salas de aula.

Segundo ele, não existia mais demanda para tais serviços (o cargo foi criado na época de implantação de tecnologia nas escolas) e os gastos eram grandes, além de faltar professores nas salas de aula.

Por outro lado, os sindicalistas reclamam que serão jogados fora milhares de reais investidos em capacitação e que os estagiários não terão competência para realizar o mesmo serviço. Tal atividade, realizada pelos profissionais, atendia a professores e alunos.

Indubitavelmente, todos têm razão.

Mas a economia será medí­ocre. Vão gastar mais, é óbvio. A bomba estourará com o próximo prefeito.

Na época de eleições, todos afirmam que investirão em tecnologia para os alunos, que estarão conectados ao século XXI, blá blá blá. A realidade depois mostra que educação não é bem a prioridade dos polí­ticos (aliás, nem sei qual é, pois segurança também não, saúde também não, etc).

queimar dinheiroSe havia muitos professores lotados e um certo grau de ociosidade, talvez fosse o caso de diminuir pela metade (?) o corpo, investir em mais capacitação, planejar melhor o suporte técnico a ser prestado, identificar pontos de melhoria, mas…

Jogar nas paletas (como dizemos nos pampas) a responsabilidade sobre estagiários, que dada sua relação temporária de ví­nculo com a prefeitura podem abandonar o cargo de um dia par ao outro, é desprezar a tecnologia e os conceitos divulgados durante a campanha eleitoral.

Por que é óbvio que essa turma não estará capacitada tanto a ní­vel de comportamento quanto de conhecimento para ajudar os professores e alunos.

Não estou desprezando a qualidade dos mesmos, mas quem definirá os padrões a serem seguidos? Quem avaliará o desempenho de cada um, identificando onde podem melhorar se o mesmo dali a dois dias pode pedir as contas e cair fora? Quem ouvirá os usuários para produzir melhorias?

A imagem que me vem à cabeça é uma matilha de lobos recém nascidos abandonados por que a loba mãe morreu. E não ensinou a caçar, se alimentar, se proteger, etc.

Os estagiários, em verdade, estão sendo usados (e a palavra “usados” é no pior sentido possí­vel) como mão de obra barata.

Estagiário deveria estar aprendendo com gente mais experiente para conhecer os detalhes do seu futuro ofí­cio, mas a Prefeitura adota seu uso como exploração. Eu não tenho dúvida que a situação daqui a um ano será muito desastrosa e que tal economia se mostrará absolutamente patética frente à quantidade de problemas que se disseminarão.

É aquilo: nos botões da camisa, quando se erra a primeira casa, se erram todos.

Eu não tomo partido nem de um, nem de outro. Não sei se 200 seria o número adequado (quantas escolas existem, 200?), se eles eram ociosos, etc.

Mas faço uma analogia grosseira: você entregaria seu carro zero ou semi-novo para uma concessionária que não possui funcionários capacitados para consertar seu carro?

Suporte_1245

Oié, Brazil.

Abs

EL CO

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