Os hackers, que aqui gorjeiam, não gorjeiam como lá?

Yes.

O tí­tulo desse artigo é uma paródia com o famoso poema de autoria de Gonçalves Dias. Aquele que todos somos obrigados a aprender na adolescência, nas aulas de literatura brasileira:

Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.

É uma poesia romântica de um perí­odo artí­stico baseado em nacionalismo, entre outras caracterí­sticas.

Meu estupendo guru do mundo digital (ele é meu, mas pode ser seu também, basta acompanhar os seus artigos) escreveu ontem um artigo denominado A miséria da segurança digital no Brasil onde expõe com admirável argúcia o status de “lixo” (substantivo meu) da segurança digital no paí­s.

Em resumo, lista os recentes vazamentos ocorridos no paí­s. Aliás, megavazamentos: Ministério da Saúde, TRF-1, hospitais e operadoras de telefonia etc.

Ironiza aproveitando uma estrofe da música A Banda de Chico Buarque: “Estava à toa na vida quando vi o vazamento passar“.

Essa é uma direta a todas as entidades governamentais que cuidam do assunto. E aos profissionais também. E às empresas.

2020 foi um ano esplêndido para todos os fornecedores envolvidos em LGPD, diga-se de passagem. Em especial pelo terror das multas, hehe, que ajudou a impulsionar muitos negócios com o famoso bordão “cuidado que o bicho-papão da multa está aí­”.

Uma contextualização global (nada a ver com a rede Globo!)

Porém, não se trata de uma conjuntura unicamente tupiniquim.

Não tenho a mí­nima dúvida que a proposta do autor é forçar e mobilizar esforços para cada vez mais aperfeiçoarmos as questões de segurança digital. Aplausos.

Por outro lado, isso é algo de contexto planetário.

Oh, yeah. Por que senão vejamos algumas notí­cias mais famosas:

Onde quero chegar

O guru digital tem plena autoridade  e dever de, indignadamente, questionar tal miséria nacional relacionada à segurança digital. Estamos mal.

Viramos públicos, mesmo aqueles que não o querem. Já os digitais influencers são o oposto, alguns publicam até o cocô que o seu pet fez pela manhã e o remédio jabaculê usado para resolver o problema.

De minha parte, quero adicionar a tais reclames a camada mundial: estamos par-a-par com o resto do mundo. Pelo menos dos que divulgam (alguns pagam para a notí­cia não ser disseminada ou até cedem aos hackers e promovem acordos).

Então?

Se é para sacudir os ombros e dizer: “” Viu, lá fora também acontece!”?

Não, é preciso aperfeiçoar nossos comportamentos e tornar cotidiana a máxima que um chefe meu dizia:

“Quando me analiso, sou uma porcaria. Quando me comparo, sou uma maravilha.”

Ou seja, precisamos sempre estar a melhorar.

Sudae.

Bom feriado a todos.

O meu tá uma desgraça, pois estamos pintando o apartamento. Tipo de coisa que pra ter empatia só quem já passou por isso (ter filhos é igual: só vivenciando pra saber).

Abraços a todos e saúde!

EL CO

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