Crise na seleção da França comprova palestra do Cohen

Aeee…

Para os que não acompanharam, o técnico da seleção da França recebeu uma série de desaforos de um jogador da sua própria seleção na primeira partida do time. Substituiu-o. Depois, a comissão técnica exigiu um pedido de desculpas formal do jogador. E as desculpas não vieram. E ele foi dispensado. E o time se revoltou. E não treinou. E melancolicamente acabou perdendo o último jogo para a África do Sul, numa horrorosa campanha de copa do mundo.

Certo, o que isso tem a ver com a palestra do Cohen?

Faltaram lí­deres?

Não. Havia vários, desde os presentes na comissão técnica até entre os jogadores.

Qual o problema?

O grupo adotou de maneira inconsciente o pressuposto básico de luta e fuga. Veja mais sobre isso no meu artigo Bion no Help Desk.

Ameaçado por algo que considerava crí­tico, com uma convicção de que existia um inimigo, o grupo elegeu um lí­der para combatê-lo. Esse lí­der poderia ser o jogador dispensado, o próprio capitão do time etc. Não importa.

O que nos interessa é o movimento grupal.

E nele ficou evidente que faltou um Roberto Cohen por lá para trabalhar os conflitos latentes (e que não vinham à tona) da equipe. Ninguém se deu ao trabalho de fazer emergir as emoções, sentimentos etc. para que pudessem ser trabalhados no plano da realidade. E os mesmos se tornaram uma bomba. Prestes a explodir a qualquer momento. E que realmente explodiu logo em seguida.

Encaminhamento feliz

Qual teria sido a melhor solução?

Reunir todo mundo e falar abertamente sobre os problemas. Nada de levar jogador para um canto e sugerir que ele realizasse uma mudança de comportamento.

O problema era do grupo todo. E inconsciente (o tí­tulo da minha palestra era “Erros inconscientes…“).

Extravasar os ânimos, “abrir os corações” (viadagem, mas é isso mesmo), botar pra fora os podres etc. teria sido bem melhor. Ao menos o grupo teria sido ouvido. E cada jogador teria a oportunidade de se manifestar. Ter (ou não) o apoio dos colegas etc.

Vejam: não estou sugerindo quebra da hierarquia. Ela existe. Mas somente ela…

Deu no que deu.

E você?

Rá, agora vem o “dedo na ferida” by Cohen:

E o seu grupo, como vai? Tem realizado reuniões de feedback para explorar as emoções escondidas ou vamos deixar a sabotagem, os atrasos para o trabalho, a expectativa de que  o futuro vai resolver as coisas bla bla bla acontecerem?

See you, my friends.

EL Co

4 comentários em “Crise na seleção da França comprova palestra do Cohen”

  1. Cohen,
    Já trabalhei como supervisor de Help Desk, e hoje trabalho coordenando um SAC de plano de saúde. Este seu post me abriu os olhos para o fato de esperar o futuro resolver… Foi, com certeza de muita valia.

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