MSP, show me the money! Ou valor…

Kkkk…

Não sei de onde meu guru roubou essa frase “Show me the money”, mas ficou gravada na minha cabeça.

Uma constatação das empresas estilo MSP: não sabem mostrar o seu valor.

Cronologia dos fatos

Quem tem um pouco mais de experiência sabe como as coisas correm.

  1. Conquista-se um novo contrato.
  2. Trabalha-se laboriosa e sofridamente para ajeitar o ambiente.
  3. Ele fica ótimo, com poucos incidentes.
  4. O cliente diz que não precisa mais de você por que não tem chamados, hahaha.

Esse paradoxo é velhíssimo.

Lá no início do século rolou um debate em evento meu entre o gerente de TI do TJ SP e, na época, um coordenador da Atento (antigo prestador de serviços):

  • Gerente de TI: “Depois de um tempo precisaremos revisar o contrato, pois nosso ambiente está tão desaprumado que uma empresa profissional o ajeita rapidamente”.
  • Prestador de serviços: “Como assim? Eu ralo para organizar a casa e, na hora de receber o lucro pelo esforço, tenho o valor reduzido?”

Falando sobre FitSM

Numa das edições do meu Support Center Management for Leaders  — totalmente baseado em FitSM —, há uma seção sobre “Relacionamento com o Cliente”. Ao final, um MSP disse: “Caramba, só isso valeu a pena.”

Na seção, reafirmo a necessidade de mostrar valor.

Mas o que geralmente acontece: o MSP senta e fica esperando o reconhecimento.

Não pode ser assim. Precisa mostrar. Escancarar. Esfregar na cara do cliente seu valor para que não aconteça a “cronologia dos fatos” apresentada.

O problema da maioria dos clientes é não perceber o valor, só o esforço.

É mais fácil compreender via esse trecho do livro A psicologia do dinheiro: Descubra como as emoções influenciam nossas escolhas financeiras de Dan Ariely e Jeff Kreisler.

Um chaveiro certa vez contou a Dan que, ao começar sua carreira, levava uma eternidade para abrir uma fechadura e no processo muitas vezes a quebrava, gastando ainda mais tempo e dinheiro para instalar uma nova e concluir o serviço. Ele cobrava pelas peças para substituir a fechadura quebrada, além do preço normal para abrir uma porta trancada.

As pessoas de bom grado pagavam tudo aquilo e ainda davam boas gorjetas.

Ele observou, porém, que ao se tornar mais experiente e abrir uma fechadura mais rápido, sem quebrar a fechadura velha (e sem a consequente necessidade de consertá-la e cobrar dos clientes as peças extras), os clientes não só não davam gorjeta como também reclamavam do preço cobrado pelo serviço.

O quê? Espere um pouquinho!

Qual é o valor de terem aberto a nossa porta para nós em vez de ficarmos trancados do lado de fora? Essa deveria ser a pergunta.

Mas, por ser difícil atribuir um preço a isso, avaliamos qual foi o esforço requerido para destrancar aquela porta. Quando existe uma grande quantidade de esforço, nós nos sentimos bem melhor pagando mais. No entanto, tudo que deveria importar é o valor daquela porta estar agora aberta para nós.

É fácil pagar por um esforço evidente e visível. É mais difícil pagar alguém que é realmente bom no que está fazendo – alguém que realiza o serviço sem esforço porque sua experiência permite que seja eficiente.

É difícil pagar mais à pessoa rápida, mais altamente qualificada, simplesmente porque menos esforço é exibido, menos esforço é observado, menos esforço é avaliado.

Como usar a IA pra mostrar valor

E hoje com a IA está barbada fazer isso.

Quer ver?

  1. Tenha um produto de firewall padrão.
  2. Tenha um produto de antivírus padrão.
  3. Tenha um RMM padrão.
  4. (Tudo precisa ser padrão pra dar menos trabalho, menos necessidade de capacitação, menor risco etc. — fuja do cliente que diz “mas já tenho uma licença de…” ou “gosto mais do…” — o negócio dele é tocar o negócio dele).
  5. Exporte dados importantes de cada cliente para uma mesma base — vale Excel, csv etc. (quantos bloqueios de invasão, tentativas de phishing impedidas, updates de patches sem ele saber, ocorrências de CPU estourando e que você se antecipou etc.).
  6. Separe por cliente.
  7. Crie um prompt para construir um e-mail simples a ser enviado ao cliente com um resumo disso.
  8. Envie uma vez por mês.

Observações

  • Não produza um texto bíblico. Nossa ideia não é levar informação. É dizer “VIU ISSO?”. É levar uma mensagem subliminar de nossa importância. Nem precisa pedir feedback.
  • Varie um pouco, né? Mandar todo mês a mesma coisa “enche a paciência”.
  • Nada de enviar automaticamente. A IA monta o e-mail e você personaliza, humaniza. “Olhaí, Gonçalves: como te falei”… “Jurema, depois da última reunião dia XX voltei pensando e…”.
  • Estratifique seus clientes por lucratividade e por mínimo razoável. Se tem 300 clientes, os top de lucratividade — não escrevi faturamento, não escrevi faturamento — podem receber mensalmente. Mas aquele sujeito que paga R$ 300/mês e tem um dispositivo só, bem…

Não faça isso, alto lá!

Não estou sugerindo que, uma vez que o cliente valoriza o esforço, você deixe as bombas estourarem para ser valorizado. Esse caminho é desgastante e consome seus recursos. Fique esperto.

E quando o cliente é inteligente, compreende muito bem que esse fornecedor é uma droga, pois faz o negócio sofrer e perder negócios.

Oportunidades

Se quer saber mais coisas sobre, participe do meu curso Support Center Management for Leaders.

E claro, não é só MSP. Vale pra empresa de tecnologia, pequenas e médias áreas de TI etc.

Oportunidades:

  • julho, 01-02-03 – online
  • julho, 22-23-24 – presencial em Passo Fundo
  • agosto, 26-27-28 – presencial em Criciúma

Inscrições e detalhes em www.4hd.com.br/calendario

Nos vemos.  Abrazon,

EL Cohen, bullet-iando aos montes, hahaha.

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