Seu trouxa, vou enganá-lo novamente com estatística. Veja como.

Pois é.

Todo dia brotam números fenomenais na mídia, seja ela digital ou impressa.

Como a hype agora são os agentes cognitivos — que são uma ferramenta, sou favorável a elas —, os fornecedores abusam de dados que, apesar de serem verdadeiros, não mostram toda a realidade.

Na verdade o assunto ainda remete ao tópico habitual de “data fishing”, explorado já no artigo As pesquisas de benchmarking, assim como as de dietas de emagrecimento, fazem data fishing.

Vamos a uma definição do ChatGPT:

Data fishing é a prática de explorar grandes volumes de dados sem hipótese definida, buscando padrões “por acaso”. Embora pareça útil, tende a gerar conclusões enganosas, pois aumenta o risco de correlações sem significado real — um problema comum na estatística.

E outra do Claude:

Data fishing é analisar um conjunto de dados de múltiplas formas até encontrar um resultado significativo, que então é reportado como descoberta planejada. O problema: quanto mais testes você faz, maior a chance de um resultado positivo por puro acaso, inflando falsos positivos e gerando conclusões que não se replicam.

ChatGPT e Claude são nossos “grandes irmãos” (1984, George Orwell) atuais, hahaha (assim como a Igreja Católica o foi no período medieval).

Quaisquer um dos citados foram sinônimos de verdade nos seus tempos, independentemente de o serem.

Mas isso é tema pra boteco.

E Câmara dos Deputados.

Exemplo clássico e com números

A turma de TI da empresa ACME Lyer criou um agente cognitivo.

Sua tarefa inicial:

  • Reinicializa a senha dos usuários para acesso à rede.
  • Realiza uma validação extensiva; pergunta até o tamanho da unha do dedão direito da pessoa (a que mais cresce).
  • Encerra o procedimento de forma bem-sucedida.

Claro, após anos de testes, troca de equipe, prioridade nos projetos etc.

Primeiro mês: teste massivo com todos os usuários.

Nada de “Metodologia Ágil”, fazer aos poucos, progressivamente, beta testers, rollout gradual etc.

O diretor de TI é adepto de Maquiavel: “o mal deve ser feito todo de uma só vez!”.

Se é pra se incomodar, que seja só esse mês.

E surpresa: funciona maravilhosamente bem. PQP, ninguém esperava por essa.

Vamos aos números

  • Havia 700 chamados, em média, por mês.
  • Passou a 1.700 por que todos os usuários foram obrigados a trocar as suas senhas.
  • 1.000 chamados nem foram aos técnicos, por que eram exatamente “troca de senha”.
  • 58,8% chamados resolvidos pelo agente cognitivo!!!

Mês seguinte, apenas 10 trocas de senhas (pessoal que voltou de férias).

Aí o agente cognitivo encerrou apenas 1,4%!

(É um exemplo didático, pessoal; podemos inserir inúmeras outras variáveis nisso).

Atenção às conclusões

  • Ao implementar o agente cognitivo, ele resolveu 58,8% dos chamados!
  • A eficiência e produtividade do time de atendimento foi às alturas.

Não é mentira. É verdade. Mas você foi enganado por “engolir números” sem pensar.

E isso é muito, muito comum, por que nosso cérebro é um baita preguiçoso, sempre economizando energia.

Assista ao vídeo https://www.youtube.com/watch?v=uQ4l2EMZ_1c

Lembrete!

Bom feriadão a todos.

Eu não terei por que atribuições caseiras me chamam — limpar caixas de gordura e… (só lembro disso de tão horrível).

Mas você tem a chance de ter uma maravilhosa experiência em alguns dias.

O curso Support Center Management for Leaders transmitirá formas de arrumar seu centro de suporte e torná-lo (ainda) melhor.

Uma edição online e a outra presencial na cidade de Caxias do Sul/RS com apoio do TrinoPolo.

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Alguns elogios (as críticas inexistem, sério mesmo!):

  • Treinamento excelente, com foco prático em temas do dia a dia.
  • Era um curso muito esperado, já estava esperando fazer há um ano e atendeu as minhas expectativas.
  • Metodologia é maravilhosa, estou muito satisfeito com o conteúdo, e vai me ajudar na transição de técnico para gestor.
  • O curso superou todas as minhas expectativas. Aprendi muito conteúdo novo e a experiência foi fundamental para ampliar minha visão sobre a gestão do suporte. 
  • O curso é um divisor de águas ou uma bússola para quem está em fase de transição de carreira ou até mesmo aperfeiçoamento na liderança e gestão. Recomendo de olhos fechados.

Abrazon, El Co

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