Os projetos não são levados adiante, sejam quais forem eles, por que os gestores estão mais envolvidos com a teoria do que com a prática.
De forma simplificada e objetiva é isso!
Sim, mostram-se afundados na operação, no funcionamento, no corre-corre, mas sua dedicação aos estudos segue sempre para o lado “errado”.
Lembrando:
Gestor é o sujeito que a empresa delega um departamento para alcançar os resultados desejados.
Iniciei aos 23 anos como gestor de suporte e quatro décadas depois, o problema é o mesmo.
Surgiram frameworks para organizar a TI (e o suporte), IA e RPAs para automatizar e acelerar os processos (e substituir pessoas) e o ser humano não muda.
Tales de Mileto simbólico

Não é uma concepção nova essa que descrevi.
Conta a lenda que Tales de Mileto (não é sobrenome, é o nome da cidade dele, Mileto) examinava as estrelas e quase se foi num buraco. Ou seja, vivia no mundo da lua (o que não é bem verdade, por que previu com a astronomia que haveria uma seca e, PQP, faturou uma bolada com isso).
Há 2.600 anos!
26 séculos (em séculos parece menos, nada como enquadrar diferente a informação)!
Mas a analogia da lenda é: o sujeito vivia numa desconexão com as realidades da vida, em oposição a sua busca pelo conhecimento universal.
Profissionais de suporte são assim.
Estudam ITIL, COBIT, segurança etc. e conhecem tudo da teoria. Mas não têm capacidade de implementá-las na prática e são pródigos (Houaiss: que produz em abundância; fértil, fecundo) em desculpas e explicações.
É como dizia aquele autor:
“O mundo não quer saber das tempestades que enfrentou. Querem saber se trouxe o navio.”
Execução – a disciplina para alcançar resultados
Esse é o título de um livro de Larry Bossidy e Ram Charam:
Execução – a disciplina para alcançar resultados.
Nele, os autores defendem que resultados não vêm de planos brilhantes, mas da capacidade do gestor de transformar decisões em ações concretas, acompanhadas até o fim.
O que sabidamente não acontece na prática (e você que me lê sabe bem disso).
Escrevo isso por que meu arauto de novidades, Renê Chiari, aquele que tudo sabe — faria inveja a Lord Varys de GoT — apontou uma anotação do presidente da Pink Elephant no Linkedin:
Thoughts on ITIL 5 and the future of ITSM

E a frase básica dele, David, (e principal, na minha opinião) é:
The real challenge has always been execution.
Uauuuuu
Uauuuuu… Whats new!
(essa frase sai da minha escrita enlambuzada de ironia)
Obviamente, temos um novo framework aí: IntegratedITSM. Que se junta a tantos outros existentes (velha baronesa, Cobit, fitSM, VeriSM, SIAM, DevOps, Blublublu, Xanandu).
Tudo isso pra fazer as coisas funcionarem, remetendo ao título do artigo.
E enquanto as empresas (e colaboradores em seu tempo privado) gastam tufos de dinheiro aprendendo teorias, contratando consultorias para aprender a implementar *T*L, buscando ferramentas certificadas, o dia a dia devora essas despesas e as coisas seguem como dantes.
Ou seja, o usuário/cliente mal atendido.
Mas 2026 vem aí.
E com ele, novas esperanças.
Sudae,
Abrazon do ~ Cohen
PS: Em 2026, depois de tanto tempo, vem uma revisão forte do meu curso para gestores de suporte técnico, com mudança até no nome.
PS: Ouvindo o álbum mais impactante da minha curta vida: Sabbath Bloody Sabbath
