Fadiga do distanciamento social

Sim, você pode não perceber – ou até sabe “, mas está com fadiga desse distanciamento social.

Com saudades de jogar futebol com amigos, ir ao boteco, ver as amigas no shopping ou na aula de ginástica.

Tomar seu café com amigos na Kopenhagen. Ou na Ofner. Não, não é que o café da mamis não seja bom, é que lá fora envolvem-se outras reações. Sociais.

O que nos acontece depois de quatro meses engaiolados

  • Lavar as mãos com frequência
  • Usar máscaras
  • Desinfetar maçaneta, sacolas de compras, chaves, celular etc.
  • Manter distanciamento social

Pois é…

O que se assiste na televisão – e ao vivo, dependendo da pessoa – é o contrário disso descrito acima.

Fui ao supermercado. Encontrei velhinhos de 80 anos parados no meio do corredor, selecionando chocolates. Depois de 15 minutos de compras, passei por ali novamente e seguiam na escolha.

Na televisão, mostrou bares do Lebon, mas não só lá, lotados de gente celebrando o “fim” das restrições sociais. Fato incontestável e que exemplifica: Cidadão, não!. Dito exatamente a quem estava protegendo a saúde de todos, inclusive da dita cuja.

E as aglomerações em parques, ruas do centro da cidade e por aí­ vai.

Da fadiga da crise

O artigo 3 science-backed tips for fighting your social distancing fatigue publicado ontem na revista Fast Company por Art Markman disseca a situação.

As pessoas não aguentam mais o distanciamento. Somos animais sociais, mesmo os introvertidos.

Naturalmente, temos dificuldades com situações onde possuí­mos pouco controle. E depois de um tempo achamos que não existem mais benefí­cios nessas restrições impostas. Algo do tipo: “Não importa o que eu faça, essa pandemia está aí­ mesmo e f* o mundo”. O que promove pouco interesse na manutenção dessas precauções.

Há uma sensação de desamparo; um medo constante; um desejo de chutar o balde, desistir e ir pra rua, ainda mais aqui num Brasil de sangue latino. Sem contar a incerteza financeira, o desemprego, a injustiça social, a sobrecarga da responsabilidade no cuidado das crianças e idosos e assim por diante.

Quem tem um histórico de vários desafios na vida, sofre menos. Quem nunca passou por essas dificuldades, apanha mais.

E esse estresse todo leva a um ponto de ruptura, de saturação que… Bem, sabemos a vontade que dá. Boa parte da população, no seu í­ntimo, tem vontade de seguir as orientações de nosso presidente. Alguns sucumbem à vontade e se contagiam com o Corona ví­rus. Como ele (se for verdade).

O problema não é a pessoa em si, mas se conviver com idosos (o grupo de risco): pai, mãe, vó/vô, tio, vizinho etc.

Aí­ o bicho pega.

Passos para amenizar a situação

Art recomenda três dicas:

1) Reconhecer que é difí­cil

Compreender que somente o Zoom e outros métodos de videochats não são suficientes para apaziguar essa ansiedade interna. Seria como tapar o sol com a peneira (que ditado mais chinfrim e verdadeiro).

2) Entender que não é um caso de 8 ou 800

Não é preciso se tornar um eremita e se trancar dentro de um bunker ou uma montanha afastada pro resto da vida. Existem coisas que oferecem riscos pequenos – como correr na rua ou caminhar em um perí­odo de baixo movimento (com máscara, claro).

Porém, outras ações são beeeeeem mais arriscadas, como ir a um bar ou festa.

Por exemplo, em casa adotamos o garajão: aos sábados, reunimos os três filhos que moram fora e nos sentamos na garagem do prédio para um piquenique. A três metros de distância de cada um. Ficamos duas ou três horas conversando e reabastecendo nossa demanda de contato social, ainda que sem abraços e tal.

Telefonar também vale a pena. Ou caminhar juntos na rua a uma distância segura, com máscaras e em horário de baixo movimento.

3) Ajudar aos outros

Tem uma vizinha com 85 anos? Faça as compras de supermercado para ela.

Isso aumenta a sensação de conexão social.

Mora num prédio? Crie um grupo de Whatsapp para se AJUDAREM. Não é assembleia de condomí­nio, pelo amor de deus.

É algo como: quem conhece um hidráulico bom? Que sabe como abafar o som da chuva quando bate no ar condicionado? Vamos comprar lenha juntos? E assim por diante.

Curso presencial de Gestão no final de agosto

Yep, vai acontecer.

Se não houver restrições municipais, acontecerá dias 26-27-28 de agosto em Sampa.

Das minhas providências pensadas até o momento:

  • Máscaras descartáveis compradas para todos os alunos e com trocas obrigatórias de 2 em 2 horas.
  • Álcool gel abundante.
  • Sala enorme com distanciamento social.
  • Máximo de 9 alunos.
  • Coffee-break individual e coisa e tal.

Inscrições em www.4hd.com.br/calendario

Abs

EL CO

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