Gestão de Problemas: a diferença entre o burocrático e o dia a dia pragmático

fitSM® e ITIL®.

Você não pode usar a mesma régua (ITIL®) para pessoas diferentes. Para centros de suporte diferentes. Para áreas de TI diferentes.

Durante muitos anos a velha baronesa — ITIL® — foi imperativa nas áreas de TI. Por que não tínhamos nada além dela.

Ajudou muito. Mas hoje, mais prejudica do que colabora com pequenos e médios centros de suporte e TI.

Vamos pegar um caso: Gerenciamento de Problemas.

Mas antes uma aula

Eis um slide de meu sobrinho Halexsandro de Freitas. Ótimo professor de ITSM. Baita escritor que junta a teoria com a prática. E embaixador da ITIL®.

Porém sua última qualificação restringe seu universo. Dá limites. Estreita o público.

Nesta URL do Linkedin Halexsandro dá quase uma aula de Gestão de Problemas. Magnífica.

Não fosse um problema…

Não serve para pequenos e médios centros de suporte técnico e TI. Por que estes não possuem esse tempo todo para seguir tal burocracia.

Voltemos ao início. O que é despejado, desaguado na Gestão de Problemas?

Os tradicionais incidentes recorrentes. O mesmo incidente que surge pela terceira, quarta, quinta vez — aquela situação em que o cliente ou usuário se indigna e cospe raios, trovões (e nomes feios) na direção dos “meninos do computador”.

Na ITIL®: o incidente vira “caso clínico”

Na ITIL® — estou adorando colocar esse ® após o nome —, incidente recorrente acende um alerta: “há algo estrutural errado aqui”. Entonces…

  1. Abre-se registro de problema
  2. Coleta-se histórico
  3. Cruza-se dados
  4. Discute-se causa raiz
  5. Documenta-se workaround
  6. Planeja-se mudança definitiva

É elegante, correto e… PQP, lento. Quase dormi listando… tá no papel, é desapegado do dia a dia.

Quando funciona, funciona bem. O incidente para de voltar. A causa raiz é eliminada, o conhecimento fica registrado, a organização aprende. Em ambientes grandes que são críticos ou regulados — um Itaú, um Nubank, uma Nestlé — isso é ouro.

O problema não é o método, é o custo operacional:

  • tempo
  • reuniões (pense em agenda, atraso, discussão, blá-blá-blá)
  • documentação
  • energia mental

E se a maturidade não acompanha essa ambição de tudo organizadinho, o problema vira um morto-vivo: tá no sistema, aparece nos relatórios, mas a correção final nunca chega.

Ninguém tem tempo. Ou gente!!

No fitSM®: recorrência é sinal de incômodo, não de ritual

No fitSM®, incidente recorrente não dispara automaticamente uma investigação formal.

Gera uma pergunta pragmática: isso atrapalha o serviço?

Se sim, alguém vai lá e resolve de forma definitiva, com o mínimo de registro necessário. Pode virar uma ação técnica direta, uma pequena mudança ou até uma decisão gerencial simples.

A resposta é rápida. Não tem expectativa de análise exaustiva de causa raiz para tudo.

O foco é parar a dor, não produzir um dossiê.

Em times pequenos ou distribuídos, isso mantém o serviço funcionando.

Diferenças

Sim, sim…

O fitSM® também possui gestão de problemas, mas com peso conceitual e operacional bem distinto da ITIL®.

No fitSM®, ela não é acionada imediatamente sempre que um incidente se repete; é tratada como um recurso a usar quando há ganho para o serviço, e não como um reflexo condicionado.

Primeiro é avaliado se a recorrência (ou reincidência ou chame como quiser) gera impacto relevante ao serviço. Se não houver, nada de abrir um problema só para cumprir método ou tabela.

Quando isso ocorre, a análise de causa raiz é proporcional ao impacto. Não se exige investigação exteeeeensa nem documentação pesada. A causa é identificada, mas o suficiente para eliminar ou reduzir a recorrência, e se aplica a ação corretiva.

E um simples registro.

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Se você gerencia pequenos e médios centros de suporte, essa capacitação é pra você.

Ou para sua empresa.

Support Center Management for Leaders é para MSPs, empresas de software, startups, pequenos e médios centros de TI etc.

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Sudae, sobrinhos e sobrinhas.

Beijão

EL Co

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