Service Desk: melhor agente cognitivo ou ser humano?

Pois então…

Todas empresas migrando para um Nível 1 mais “autônomo” e poucas observando…

O resultado destas decisões para o negócio!

História

Explico com uma narrativa autobiográfica.

Há muito, muito tempo — iniciar frase assim parece é conto de fadas, mas é real — visitei uma empresa fabricante de sacos plásticos em Santa Catarina.

Época do Cohen desenvolvedor. O dono queria um sistema para abranger toda a empresa. E nos levou a um tour pela produção.

E algo que me chamou atenção: eles tinham como insumo polietileno (formato de M&Ms) e produziam sacos de plástico. E o final, não havia uma máquina automática para passar corda na extremidade do saco (pense em saco de entulho, de ração etc.).

Eram senhoras que costuravam as pontas.

Perguntei a ele o porquê disso e respondeu:

“A máquina não compensa financeiramente. Ela é importada, exige manutenção, regulagem etc. e minhas funcionárias fazem um trabalho melhor por um custo menor.”

Capisce?

No seu ambiente

No seu caso tudo isso é corretíssimo:

  • A IA não tira férias (exceto quando Gemini, Claude, ChatGPT caem ou resolvem descansar um pouco)
  • Ela fica disponível 24 horas por dia e em múltiplas instâncias
  • Há chances de solucionar chamados melhor que um ser humano
  • Pode ser facilmente escalável (iniciadas novas múltiplas instâncias sem seleção, ticket restaurante, vale-transporte etc.)
  • A produtividade explode positivamente

Mas…

A que custo?

Eis uma fórmula didática que ninguém olha.

Exceto depois que o agente cognitivo está em funcionamento e os custos parecem mais salgados do que o esperado:

Veja, o numerador — nem lembra mais o que é isso, né? é a parte de cima da barra de divisão — pode conter inúmeros itens. Eu creio que poderia adicionar manutenção e outros temas.

Daí me vem à imagem do proprietário falando do encordoamento dos sacos.

Preço do token

OK, vamos encontrar duas correntes.

Uma correponde ao pensamento de que acha que vale a pena investir agora.

O custo ficará gradualmente mais barato. Entre estes, estão os autores do livro LLMs, as partes difíceis que consideram que o custo da inferência (não é o mesmo que token, mas é proporcional) ficará mais barato.

Outros acham que o custo atual é subsidiados para estimular uma estratégia de “isca e anzol” ou, de forma mais elegante, aprisionamento tecnológico. Se não entende, pense na primeira grama de maconha grátis. Pronto, é quase parecido.

Quais tarefas dedicar ao agente cognitivo?

E se eu o colocar a atender meu usuário, que tarefas entrego?

As mais complexas ou as mais simples?

Todos geralmente preferem entregar as mais simples e deixar as mais escabrosas ao ser humano.

Mas eis uma provocação: essa é a melhor decisão? Teoricamente sim, na prática…

QUal a qualificação do seu ser humano que atenderá os chamados?

Gente especializada ou pessoal recém-contratado e baixa qualificação profissional e técnica?

Deixo pra esses últimos chamados complexos e cabeludos, enquanto tenho recursos computacionais e “inteligentíssimos” capazes de resolver?

Por outro lado, vou consumir tokens com chamados simplérrimos?

Kkkk… Se remói aí pensando nisso…

Lembrete

É um escândalo o que se aprende por aí sem pensar, refletir sobre o tema.

Eis a diferença do meu curso de Gestão de Serviços de Help Desk, Service Desk e Suporte Técnico.

Todo mundo é provocado e sai mexido dele.

A última edição é em novembro, 25-26-27 de forma online, sem que você precise sair de casa ou da sua empresa.

Inscrições em https://www.4hd.com.br/calendario

Nos vemos. Fique esperto.

Abrazon

EL CO

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