Dessa vez não é opinião, a famosa “doxa” dos gregos.
É uma manifestação de uma universidade de pesquisa privada situada em Palo Alto, Califórnia, Estados Unidos, e uma das mais prestigiadas do mundo, com a maior seletividade de graduação e a posição de primeira colocada em várias pesquisas e medições no país (by Wikipedia).
Por isso, sua angústia por ainda não usar IA como gostaria pode arrefecer.
Dezenas de profissionais com os quais converso querem surfar a onda do agente cognitivo com IA. Consultores, palestrantes, livros, fornecedores e um “maravilhoso” (irônico) ecossistema gravita ao redor do conceito de empurrar o atendimento para agentes computacionais que resolvam por conta própria os chamados.
Claro, há aí uma esperança embutida.
Não se preocupar mais com rotatividade, atrasos e absenteísmo. Curioso é que ninguém cava mais fundo pra saber os motivos de tais perrengues. Até por que não há tempo.
E o meio corporativo e competitivo urge. Lembra o coelho de Alice no País das Maravilhas: “ai, ai, ai, vou chegar atrasado demais”.
O mote é: reduzir a quantidade de erros, aumentar a produtividade e todas as argumentações tão velhas conhecidas. Não é mentira. Mas tem caroço nesse angu.
Bueno, retornemos à Stanford.
O relatório
Saiu seu relatório Artificial Intelligence Index Report de 2026 que você pode baixar aqui.
Sem inscrição, nem e-mail, nem cartão de crédito. Só download mesmo.
E o que ele diz?
“Productivity gains from AI are appearing in many of the same fields where entrylevel employment is starting to decline. Studies show productivity gains of 14% to 26% in customer support and software development, with weaker or negative effects in tasks requiring more judgment. “
Numa tradução grosseira do Google Translator:
“Os ganhos de produtividade com a IA estão surgindo em muitas das mesmas áreas onde o emprego de nível inicial está começando a diminuir. Estudos mostram ganhos de produtividade de 14% a 26% em suporte ao cliente e desenvolvimento de software, com efeitos mais fracos ou negativos em tarefas que exigem mais discernimento.”
Pensando em voz alta
OK, vamos, de parte nossa, fazer algumas inferências (Houaiss: “operação intelectual por meio da qual se afirma a verdade de uma proposição em decorrência de sua ligação com outras já reconhecidas como verdadeiras“).
São reflexões. Sim, podem estar erradas. Ou certas.
A questão é pensar a respeito.
- Se o número é 14-26% e o progresso da ciência sempre aumenta, isso pode subir. Inegavelmente. Vale investir.
- Os números são modestos. Contestam essa farolagem que fornecedores apresentam na mídia: “60% dos chamados foram atendidos pelo nosso agente assim que implantado”. Escrevi sobre em Seu trouxa, vou enganá-lo novamente com estatística. Veja como.
- “Efeitos mais fracos ou negativos em tarefas que exigem mais discernimento” significa a necessidade ímpar de habilitar, em qualquer momento, um transbordo/direcionamento a um analista. Não bloqueie essa alternativa!
- Nem todo mundo sequer alcançará esse índice por que… Precisa de um nível de padronização suficiente da tarefa para realizá-la. Chefes, cacete no colaborador que disser que cada “cliente é diferente do outro”. Sim, os clientes são diferentes, mas as tarefas realizadas neles não precisam ser. Criar usuário, explicar Office, analisar lentidão e outras ações são padrões. Podem ter variáveis (nome de máquina, rede etc.), mas o processo em si é padrão.
Eu li por cima hoje o relatório. São 400 páginas, hahaha.
Mas é de Stanford. Você também pode ler.
Abrazon
EL CO

