Confesso duas coisas (mas não pecados, nem dívidas):
Não pesquisei a respeito dessa concepção a qual farei essa digressão. Racionalizei e matutei durante algumas caminhadas no parque. Não foi desprezo pelo conhecimento alheio. Somente uma oportunidade de refletir sem contaminação.
A outra é que essa preocupação/dúvida floresceu após assistir uma apresentação da DeskManager.
Então eis a questão, “to have or not to have”
O pessoal da DeskManager demonstrou seus agentes de LLM encadeados nesse webinar:
Como criar Agentes de IA – Desk Manager na prática

Foi apresentado um fluxo que atribuía certas tarefas a vários pequenos agentes de IA, com o aplicativo Maestro “regendo-os”:
- Um agente IA produzia o artigo para a base de conhecimento
- Outro era especializado apenas na criação do título do artigo produzido
- Um terceiro gerava as palavras-chaves (tags, no popular — vejam como estamos: vocábulos em inglês são os populares e em português, os estranhos)
- E você captou a ideia…
Introdução
Quem é oriundo de programação das antigas, conhecia tais bichinhos como objetos.
Na minha época de programação em Delphi (década de ’80), a internet começava a se espalhar, comprávamos objetos (componentes de programação que faziam uma única tarefa) de vários lugares do mundo, inclusive da Rússia.

(essa imagem acima vai estremecer corações, haha)
Mas, curiosamente ou não, os programadores desse país recebiam a grana nos EUA. Haha, o Muro de Berlim ainda não havia sido derrubado, mas a URSS já desmoronava.
Lembro que o primeiro foi um exatamente desse país para fazer pesquisa textual.
OK, vovô, retome o tema; não temos o ano inteiro.
Aspectos práticos
Quando você tem um objeto especializado numa tarefa (“criar título de artigo da base”):
- Repete a ideia de Adam Smith e sua fábrica de alfinetes (especialização produtiva e a divisão de tarefas traz ganhos de produtividade)
- Facilita a manutenção de um “código” (ou prompt) menor do que outro, maior e mais complexo, que contivesse todas as orientações
- Permite distribuir a responsáveis menos especializados a responsabilidade pela manutenção
- Podem ser intercambiáveis até com outras atividades (ou, ao menos, servirem de aprendizado para quem deseja criar um similar para outra tarefa)
Os riscos
Oiá, depois desse discurso todo tem riscos? Problemas?
Sim, tem disso.
É como acordar pela manhã e ver que o marido saiu com o pet na rua em dia de chuva.
Também lembre-se que a DeskManager prestigia o Maestro. Quem mora em condomínio sabe, cada um puxa a brasa pro seu assado na churrasqueira coletiva.
Não é por mal, é a solução como foi construída.
PONTO UM
A concepção se pulveriza.
Pra corrigir algo, às vezes, não se sabe exatamente onde o erro aconteceu ou principiou.
Por que se nessa cadeia de atividades, se algum deles gerar algo estranho, o segundo vem, pega essa entrega e gera outra coisa estranhazinha. E assim vão até inundar Porto Alegre inteira.
PONTO DOIS
Na situação de agentes de LLM, não estamos falando de código de programação, bit ou byte, como diziam. Era algo fundamentalmente baseado em lógica booleana.
Agora lidamos com linguagem natural.
E a gramática é rica em variações (pense nas confusões que uma vírgula fora do lugar pode causar) que permitem interpretações diferentes.
Se existem diversas pessoas que dão manutenção nos agentes, há grande risco de dar m*.
No plano teórico ter agentes especializados é maravilhoso, no plano prático, cada tutor de um agente desses tem seu próprio arcabouço de conhecimentos.
E até de vocabulário. Um gaúcho certamente escreverá diferente de um nordestino, por que em cada local existem regionalismos ou hábitos de fala e escrita.
É algo estrutural, como o racismo ou antissemitismo.
Eita, o que tem isso, Cohen, a ver com o assunto?
Ué, você é diferente e nem sabe — ou nunca falou:
- “Ihh, a coisa ficou preta agora” ou…
- “Ai, que judiaria”
PONTO TRÊS
Devem existir mais riscos, porém estou com preguiça de questionar o ChatGPT, o Gemini, Claude, Minha Jefa ou Meu Guru.
Também não desejo explorar o assunto ao extremo.
Só fincar uma bandeirinha de dúvida na sua cabeça pra evitar que se torne uma ameba seguidora sem pensar, como a maioria dos personagens do livro Admirável Mundo Novo.
Ah, não leu…
Puxa, então participa do meu curso, acesso rápido a todo meu conhecimento.
Lembrando que não sou o dono da razão. Mas o diabo é o diabo não por que é sábio, mas por que é velho.
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