Técnicas diversionistas e cansativas dos governos

Tem coisas que cansam. Uma é a habitual técnica para disfarçar a atenção

Depois das manifestações de julho, alguém, para saciar a vontade nacional por mudanças, sugeriu o passe livre.

É uma coisa infame alguém ter que pagar pelos serviços que outro usa. Fazer alguém que não tem nada a ver com o assunto bancar os mesmos é um absurdo. E a gente sabe o que acontece quando alguma “taxa” é criada para algo (os mais velhos lembram-se da CPMF que era para ajudar a saúde e nunca chegou lá).

A técnica pão e circo foi usada exaustivamente pelos imperadores de Roma para distrair a atenção da miséria, empobrecimento e superpopulação dos habitantes da cidade em prol de espetáculos do tipo “olha lá o cristão morrendo engolido pelo leão…”.

contra-corrupcao

Veio o questionamento da saúde, hospitais e estádios de futebol. Oferecem agora R$ 10.000 para um médico morar no interior do interior. Parece excelente, salvo que lá não existe uma *uta infraestrutura para atendimento. Postos de saúde (quando existem) com fios elétricos aparentes, goteiras por todo canto e como se isso não bastasse, um equipamento sequer funcionando. O paciente precisa agendar exames que levam seis meses. Em outra cidade. E isso não é por ausência de médico, mas de infra mesmo.

Numa eventual parada cardí­aca o (único) médico da cidade será convidado a atuar. E se o sujeito morrer, ninguém vai recordar do prefeito, mas do médico que deixou falecer a pessoa. Sem dizer que, ao contrário de uma empregada doméstica que tanto batalhou pelos seus direitos trabalhistas, os médicos não ganharão hora extra, FGTS e outros parecidos.

Agora eu pergunto: você recorda do último hospital construí­do na sua cidade? Eu recordo dos estádios recém-construí­dos no Brasil, boa parte deles com dinheiro público.

E agora vem uma nova pegadinha: a Frente Nacional dos Municí­pios sugere aumentar a gasolina para oferecer passe livre ou redução de preços nos ônibus. Investigar as falcatruas que acontecem no Rio de Janeiro não. Aperfeiçoar o sistema de ônibus, investindo em metrôs e trens de alta velocidade, não.

Simplesmente aumentar o preço da gasolina (de quem não usa ônibus) para subsidiar outros. Convenhamos, não faz sentido eu pagar por algo que não uso. E ainda mais sabendo que esse dinheiro nunca chegará lá.

Por que não pegam a grana das loterias para isso?

Kkkkk….

E cada deputado querendo aprovar o orçamento impositivo onde cada um terá R$ 10 milhões para usar no seu canteiro eleitoral.

Ughs. Pó parar.

EL CO

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