Sextou!!
Fiz um ótimo treino bem matado, fora das vistas do professor e acabei mais cedo! Mais rápido até que minha esposa com seu minitreino para idosas!
E agora? Todo mundo entrante na TI está embarcando numa canoa furada? Ou num daqueles barcos do rio Amazonas que, volta e meia, afundam com 300 pessoas a bordo?
Yeah, sexta-feira é o Dia do Esculacho.
Pobres programadores em 2026
Há cheiro de mudança nos ares e não foi o Polifemo de Percy Jackson quem detectou. Qualquer um mais “ligado”.
Precisamos ter empatia com os programadores em 2026.
Por anos, tiveram salários absurdos. Quando visitava São Paulo e perguntava aos amigos, eles diziam: “Espia quanto o cara quer ganhar!!!” com olhares de horror como se frente a frente com Fred Kruger.
- Jovens, pesquisem: “Fred” era um “oni” do século XX.
- Velhos, pesquisem: “oni” é um personagem onipresente — haha, ridícula essa — nos animes japoneses do século XXI.
Agora o “mercado” resolveu aprender a programar sozinho. Fudeu!
Os programadores lembram operadores de fax: sumiram aos poucos.
Os coders contestarão: “Um bom programador jamais será substituído”. Até concordo, mas estamos falando da Classe A.
Os aprendizes, por exemplo, a IA vai jogar no container de lixo orgânico.
(Adendo: fui programador por anos; ainda sou, na verdade, em PHP)
Iluminismo, Engenharia, Ciências…
No século XX, ainda sob influência do Iluminismo, ciências era top.
Agora a metáfora é inevitável: desenvolvedores e cientistas de dados são os ferreiros do século XXI.
Eram indispensáveis e bem pagos. Até que alguém descobriu uma forma mais barata e rápida de fazer o mesmo trabalho.
David Deming, economista de Harvard
Em 2017, David Deming, economista de Harvard — detalhe que costuma ser ignorado quando atrapalha — mostrou num artigo que as habilidades mais valorizadas eram sociais, não técnicas.
Qualidades como coordenação, persuasão, leitura do outro.
(Por isso o Ricardo Danelon é tão bom!)
Os profissionais que combinam técnica com capacidade de interação seguem valorizados. Os que apostaram tudo no talento quantitativo, ui…
Já ouviram: “Que adianta eu planejar detalhe a detalhe todos os processos (ou práticas), se essa cambada de m* não segue o padrão?!”
Médicos, consultores, economistas — e desenvolvedores que sabem conversar — prosperam. Já funções com alta exigência matemática e baixa interação humana patinam.
A graça é: não tem nada de novo nisso. Sempre esteve à vista, ignorado apenas por conveniência cultural.
A IA não está substituindo programadores; está desmascarando um equívoco antigo. Código virou commodity. Capacidade humana continua escassa.
2026
Você que é especialista num framework de ITSM da vida…
Na hora de fazer sua especialização, pense bem. Vai fazer certificação da Velha Baronesa, da Microsoft ou… Algo em Ciências Humanas?
Enquanto você decide, espero a chegada das 17:00 pra consumir minha cerveja (tradition is tradition!) ouvindo Back to Black.
Abrazon
EL Co





