E o telefone… continua tocando!

by El Cohen

Pra quem não sabe, existem no mundo várias entidades dedicadas ao estudo (e comercialização de treinamento, pesquisas etc.) de Help Desk, Service Desk e suporte técnico.

sspa_logoUma delas é a SSPA (Service Support Professionals Association).

Reúne empresas e profissionais que se dedicam com maior ênfase ao suporte externo. Ela nasceu com uma fera chamado Bill Rose (que tive oportunidade de assistir a uma palestra no Rio de Janeiro) e mais um monte de software-houses (Corel, Microsoft, Oracle, IBM etc.).

Bom, feita essa introdução, um dos diretores – John Ragsdale, ex-vice presidente da Forrester Research – mantém um blog sobre nosso tema: o Ragsdale’s Eye on Service.

ragsdale

E o tema de um dos artigos foi: E o telefone, continua tocando?

Você pode, se quiser exercitar seu inglês, ler todo o artigo em:

And the Phone Keeps Ringing: Update on Incidents by Channel

Ou ler o resumão que fiz abaixo

O autor comenta que foi consultado sobre volume de incidentes e a proporção que chegam no atendimento, conforme o canal de comunicação.

Presumia-se que com a popularização de ferramentas de auto ajuda e os canais eletrônicos (email, chat, web etc.), o telefone estivesse ficando dêmodé (fora de moda).

Bom…

Isso realmente estava acontecendo no final dos anos 90 (diminuição do telefone e uso de outras formas alternativas).

Mas o que se percebe é que tal tendência está revertendo.

2009channels

E quem diz isso não sou eu, Cohen, mas o diretor de uma entidade internacional.

O gráfico acima é bem claro: incidentes por telefone chegavam na ordem de 66% em 2001. Baixaram para 52% em 2006, mas nos últimos dois anos voltaram a subir, chegando a 57%.

legoQue conjecturas/hipóteses o John levanta em relação a isso, depois de examinados os números e bate-papos com membros da SSPA:

  • Complexidade. Quanto mais tecnologia complexa e oriunda de múltiplos fornecedores, mais problemas os clientes enfrentam e mais difíceis de resolver. Ainda por cima, a maioria dos sistemas de auto-serviço das empresas não são soficisticadas o suficiente para tais questões. E como prova, o gráfico mostra a diminuição do uso de “self-services” no suporte.
    (Manifestação do Cohen: já encontraram alguma fonte de self-service que apresente uma solução para asterix rodando sob Linux integrada com Windows e uma pecinha de terceiro que foi mesclada com outro de Hong Kong e…).
  • Toque pessoal. As empresas (que prestam suporte) estão disponibilizando cada vez mais técnicos (ou gerentes) dedicados, encorajando o uso do telefone (para manutenção do relacionamento e da conta, of course).

Tem mais coisa lá no artigo do John, outras explicações nas quais ele tenta esmiuçar a situação desse incremento como:

  • B2B. Os membros da SSPA que oferecem suporte B2B (empresa para empresa, invés de suporte ao consumidor final) dizem que não se importam muito com o mecanismo, pois são as mesmas pessoas que operam os mesmos processos, independente do canal de entrada.
  • Métricas ruins de self-service. Existem dificuldades de medir quando o usuário realmente usou este serviço ou não (vai que usuário usou e ninguém ficou sabendo).
  • Fóruns agem curingas. Muitos incidentes são resolvidos através das comunidades de usuários ou fóruns de discussão e as empresas não sabem como rastrear ou registrar tais atendimentos.

E é isso?

question_markOra pois, antes todo mundo buscava diminuir os atendimentos através desse mecanismo e agora, conforme texto acima, as empresas QUEREM esse atendimento, até mesmo para estreitar relacionamento (e fidelizar o cliente).

Você que presta SUPORTE EXTERNO, concorda com esse incremento no atendimento via telefone?

Abraços,

EL Cohen