Porto Seguro ataca no varejo do Help Desk

by El Cohen

Como fornecedor de ferramenta de Help Desk, já assisti pelo menos duas empresas oferecerem serviços de suporte técnico ao consumidor-final ou SOHO (Small-Office, Home Office) no passado.

O volume, a dimensão de tal mercado sempre atraiu visionários.

E eu nunca vi obterem sucesso. Se lidar com usuário interno é complexo, um externo é pior ainda. Quanto mais aqueles que não podemos nem exigir treinamento ou conhecimento prévio (as fornecedoras de acesso à internet que o digam).

Agora é a vez de uma empresa peso-pesado do mercado de seguradoras: a Porto Seguro.

Numa cohencidência curiosa, lia a revista semanal Veja de 9 de julho de 2008 e encontrei a publicidade acima. Que foi copiada do jornal Zero Hora deste domingo, 13 de julho de 2008. Ou seja, a empresa está jogando firme e forte nas questões de marketing deste novo projeto.

Ano passado ministrei um treinamento para o pessoal de Help Desk e Service Desk da Porto Seguro. Mas confesso que não percebi – na época – mobilização para esse novo “produto“.

Ou realmente é algo ao estilo blitzkrieg (empreitada relâmpago) ou um serviço terceirizado por alguma empresa mais experiente com tratamento ao usuário-final.

Quem souber alguma coisa, comunique.

Torço para que esse negócio dê certo. Primeiro, por que a turma da Porto Seguro merece, ao arriscar nessa área.

Segundo por que o mínimo que acontecerá é um aculturamento de nossos consumidores a uma estratégia mais formal de prestação de suporte.

Fico numa grande expectativa. Lembro que o Terra, quando terceirizou serviços com a Atento, estipulava um tempo máximo de atendimento no qual pagava essa terceirizada. Ou seja, se o técnico passasse de 20 minutos hipotéticos, a Atento não receberia a diferença. Comercialmente interessante (estipular tempo de competência para atendimento), mas na prática…

No rodapé da propaganda diz que o suporte será para sistemas operacionais, softwares e internet. Quero ver o que acontecerá quando meu pai ligar e pedir ajuda para instalar Linux no 486 dele. Ou talvez o contrato contenha restrições para esse tipo (os quais o cliente nunca lê).

De qualquer maneira, a iniciativa é esplêndida. Igual à da própria Porto Seguro em oferecer GPS para os táxis que tivessem seguros da empresa.

Voilà, vamos torcer!

El Cohen