“Catálogo de serviços” está bombando!

by El Cohen

Então, essa é a expressão corriqueira hoje em dia. Qual das duas?

Ambas. Tanto “catálogo de serviços” quanto “bombando”. Estou bem alinhado com esta pós-modernidade, hein?

Vou pegar um gancho na descrição feita pelo Pier Riboni, um dos craques ITIL do Rio Grande do Sul e Brasil, sobre o recente evento da Conferência itSMF.

Em mensagem para o Grupo de Estudos ITIL RS ele comentou:

—– Original Message —–
From: priboni
To: GE-ITIL-RS@yahoogrupos.com.br
Sent: Thursday, October 25, 2007 11:28 AM
Subject: [GE-ITIL-RS] ITSMF Nacional Conference

(…)

mas pelos comentários dos presentes, ressalto a ministrada pelo Carlos Teixeira, da Pink Elephant que descreveu aspectos do catálogo de serviços (esta lotou sala e muitos não conseguiram assistir, inclusive eu),

(…)

Ou seja, o tema é o assunto do momento. E uma vez que tenho recebido várias consultas sobre este assunto, que tal dar pitacos adicionais além daquele simplório registro feito em “Catálogo de Serviços – 1“?

Cavoquei em meu material de estudo e encontrei um interessante artigo do Rodrigo Fernando Flores para a revista Support World do HDI norte-americano de março/abril-2006 entitulado “How to build an actionable IT Service Catalog“.

O Rodrigo ministra cursos de dois dias para desenvolvimento deste tipo de catálogo e por isso sabe o que fala (e escreve). Fundou a newScale e tem mais de 20 anos em experiência no desenvolvimento de software e gerenciamento de TI.

Vai aqui um resumo das idéias do mestre:

Por que precisamos de um catálogo?

  1. Para comunicar como a TI pode ajudar os clientes internos e os usuários em seus trabalhos (eu ia traduzir job para serviço, mas como isso pode misturar conceitos, deixei trabalho mesmo).
  2. Ser um veículo para definir (e atingir) as expectativas de negócio. Ou seja, você pensa que entrega o que o usuário deseja, mas existem pensamentos distoantes entre você e seu cliente/usuário.
  3. Ajudar a padronizar a entrega dos serviços e incrementar a qualidade dos mesmos. Sem um catálogo de serviços padronizado, cada pedido do negócio acaba sendo tratado como único – e isso desorganiza toda a sua área (supondo você da área de TI, of course).

Benefícios de um catálogo de serviços bem sucedido

  • 30% de redução nos custos operacionais na entrega dos serviços de TI (sei lá de onde o Rodrigo encontrou tal informação, mas são números dele; quem tiver curiosidade que o consulte, hehe… O skeptic’s blog vive questionando estes dados)
  • 15% de agilidade a mais no ciclo de entrega dos serviços (idem aos meus parênteses anteriores)
  • Melhor alocação dos recursos para atender a demanda do negócio
  • Mais importante: incremento significativo na satisfação do cliente interno

Quatro armadilhas comuns em Catálogos de Serviços

Armadilha número 1
Assumir que o cliente entende o que você está falando sobre…

Segundo o Rodrigo, um erro muito comum de muitas iniciativas é descrever o Catálogo de Serviços em termos tecnológicos, com níveis de serviços que são mais fáceis para a área de TI acompanhar.

Ele chama este método de “estilo de dentro para fora“.

A recomendação é começar perguntando aos usuários e clientes o que eles querem e o que é mais importante para eles. E então construir o catálogo sobre estes fatores de sucesso. É o “estilo de fora para dentro” (fora de TI para dentro, só para esclarecer).

Enquanto a turma de TI pensa e se organiza em silos (boa essa expressão dele; eu usaria trincheiras, hehehe) baseados em questões tecnológicas, de habilidades, estações, etc o usuário pensa usando vocabulário do negócio.

Exemplo: o usuário pensa em novos funcionários. A TI pensa em “Change Management” (colocar em inglês foi sacanagem minha, mas bem que o mercado corporativo adora expressões em idioma estrangeiro!! Agora imagina você traduzindo ao usuário que um novo funcionário exige um registro no “Change Management”, “Release Management”, etc, etc).

Portanto, se você comunica seus serviços e métricas com foco nas expressões do negócio, mais do que na tecnologia de infra-estrutura envolvida e de níveis de serviço, você consegue quebrar uma das grandes barreiras que o impedem de ser bem-sucedido neste processo.

Abração,

El Cohen
PS: Sei lá se ainda tem gente lendo o blog…

Caso queiram a continuação deste assunto, registrem uns 3 comentários neste artigo. ;-)

PS2: Leiam a continuação…