Mesmo diante de tantas transformações na vida do ser humano, os sistemas tradicionais de ensino continuam estruturados como se a mesma pedagogia utilizada para as crianças devesse ser aplicada aos adultos.
O chamado “efeito esponja”, na qual a criança absorve todas as informações não é possível de ser observado na fase adulta. O adulto desenvolve uma habilidade mais intelectual, quer experimentar, vivenciar.
A Andragogia significa, portanto, “ensino para adultos”. Um caminho educacional que busca compreender o adulto desde todos os componentes humanos, e decidir como um ente psicológico, biológico e social.
Busca promover o aprendizado através da experiência, fazendo com que a vivência estimule e transforme o conteúdo, impulsionando a assimilação.
O adulto, após absorver e digerir, aplica. É o aprender através do fazer, o “aprender fazendo”.
Em primeiro lugar, a situação de aprendizagem deve caracterizar-se por uma "atmosfera adulta", e não uma réplica da sala de aula infanto-juvenil. Isto requer relações horizontais, paritárias, entre coordenador/facilitador e aprendizes como sócios, colaboradores de um empreendimento conjunto, em que os esforços de todos são somados ao invés de relações verticais tipo "superior-inferior" entre professor e alunos no ambiente usual de ensino.
O clima psicossocial passa a ser de respeito mútuo, os colegas tornam-se recursos para a aprendizagem dos outros, pela experiência anterior de cada um, a qual é oferecida, analisada, discutida e somada à sua própria. Há menor dependência do professor/facilitador e dos livros e textos para a "palavra final" ou conclusão "correta".
Outros aspectos relevantes: